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15.11.2015

Novo modelo de produção de arroz com técnica de gotejamento é alternativo

O ano de 2015 começou com algumas perspectivas positivas no setor do agronegócio nacional, enquanto que o mercado de forma geral anda meio desanimado com a economia do Brasil. No entanto, o agro continua em movimentos crescentes: o setor ainda representa quase um quarto do PIB (Produto Interno Bruto), podendo crescer 2,8% neste ano, a safra de grãos estimada deve ser a maior com 204,3 milhões de toneladas e um crescimento pífio em áreas produtivas – o que significa que estamos produzindo mais e no mesmo lugar.

Mesmo assim ainda há receios. O ano de 2014 foi marcado pela escassez de chuva e esse cenário se alastrou em 2015 e, desde então, a agricultura tem sido questionada por ser responsável pelo alto consumo de água. Quase sempre colocamos a culpa na agricultura: mau uso, contaminação na água etc. Mas será que quem mais desperdiça e contamina não está na cidade? Hoje cerca de 90% das pessoas vivem nas cidades, pouco mais de 10% está nos campos e essa pequena quantidade é responsável por preservar o nosso maior bem, pois sem a água não conseguimos plantar, colher e viver.

A agricultura utiliza 70% da água disponível para consumo, mas parte evapora e retorna em forma de chuva e parte é absorvida pelos lençóis freáticos. Por outro lado, a agricultura é responsável por alimentar o mundo. É hoje uma plataforma de governo, responsável por parte significativa do pouco crescimento econômico que ainda temos. É inviável restringir seu desenvolvimento: a planta não vive sem água e o homem do campo já trabalha uma melhor gestão da água e tecnologias eficazes, por exemplo, com a irrigação por gotejamento.

Apesar de ser uma tecnologia avançada, a concepção do sistema é bem simples: gota a gota. Considerado um dos mais eficientes sistemas de irrigação da atualidade, o gotejamento foi desenvolvido há 50 anos em Israel e trazido para o Brasil na década de 1990. De lá para cá foi aperfeiçoado, pode ser na superfície ou enterrado, e já está sendo aplicado em culturas como café, cana-de-açúcar, citrus, hortifrútis, e de forma pioneira no cultivo do arroz que geralmente usa a irrigação por inundação. O resultado é a economia de até um terço de água nessas lavouras.

Essa tecnologia foi testada nas últimas duas safras na região de Uruguaiana/RS e como resultado quase duplicou a produtividade, saindo de 7,5 toneladas por hectare (através do modelo tradicional: irrigação por inundação) para 12 toneladas por hectare (usando a técnica de irrigação por gotejamento). A explicação se dá pela quantidade de água exata, nem mais nem menos, e na hora correta, de acordo com a fase de desenvolvimento do arroz.


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